A Colina dos 8 Conventos

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O convite é para uma caminhada pelo bairro da Madragoa cujos limites geográficos não são precisos e os limites socio-simbólicos são flexíveis…

Existem referências à ocupação da área desde o período romano, visigótico e muçulmano, sendo do século IV, uma das principais referências a Madragoa quando ocorre a construção de um templo paleocristão onde hoje se situa a Igreja de Santos-o- Velho. No entanto, somente a partir da segunda metade do século XVI é que se dá o desenvolvimento urbano daquela área da cidade, em parte pelo estabelecimento do Paço Real de Santos por parte de D. Manuel e que tanto atraiu ordens religiosas, instituindo muitos conventos. Atraiu também famílias nobres e burguesas, resultando no aparecimento de palácios e casas apalaçadas. Por outro lado, a constituição da Freguesia de Santos em 1566 também foi um importante marco para o desenvolvimento urbano da área. O terramoto de 1755 pouco alterou a malha urbana, sendo que as principais intervenções se deram nos anos seguintes com a construção de edifícios pombalinos.

Um vertiginoso aumento demográfico da área somente se verificou em finais do século XIX acompanhando o crescimento da população da cidade de Lisboa. No caso da Madragoa, a proximidade com o rio, atraiu indivíduos ligados às atividades marítimas. Deu-se, então, início a uma segmentação social do bairro que logo se refletiria na sua organização espacial: os indivíduos com mais recursos económicos instalaram-se para Norte, nas partes altas da encosta; enquanto aqueles com menos recursos se instalaram no sentido do rio Tejo, dando origem ao que mais tarde se designou como um dos bairros típicos e populares de Lisboa cujos personagens mais conhecidos ficaram sendo as varinas (vendedoras ambulantes de peixe) e os pescadores.

Abril 03 2016

Detalhes

Data: 3 Abril, 2016

Local

Campo Grande 245

Campo Grande 245
Lisboa, Portugal

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